Sobre mim/about

Olá!

 

Eu sou a Mariana, sou de Lisboa e tenho 33 anos. Nascida e criada numa família de artistas, passei a minha infância a desenhar e a pintar. Fui muito estimulada nessa altura. Acho que a minha mãe viu em mim uma artista desde que peguei num lápis pela primeira vez, ou talvez antes... levava-me a exposições, inscrevia-me em cursos de pintura e escultura e comprava-me todo o material e livros que podia, o que foi sempre um escape extraordinário, porque eu era severamente asmática e passava muitas noites em branco, sentada, já que era quando me tentava deitar que a falta de ar piorava... e então ficava a desenhar pelas noites dentro. Durante o dia também pintava. Era isso que me trazia paz, que me fazia esquecer que estava de cama e sonhar acordada com o mundo lá fora. Em vez de vibrar com as “boys/girls bands” da moda, em pequena eu perdia-me nos livros de Picasso e Monet, replicava os seus quadros o melhor que conseguia, desenhava animais e fazia retratos da minha família. Quando não estava doente, o mais provável era estar dentro de água ao sabor das ondas, afastada de todos a nadar sozinha, ou a subir às árvores. Mesmo quando isso já nem era nada “cool”, porque entretanto já  estávamos a entrar na adolescência e os meus amigos até começaram a chamar-me “macaca”, lá continuava eu feliz da vida, sempre em cima das árvores.

 

Eu sempre fui da “Lua”...

 

 

Mas, no liceu, tive que começar a decidir o que queria estudar, o que queria ser... e se desenhar era o que me fazia feliz enquanto criança, isso não podia ser uma profissão levada a sério em adulta, pois não? Pelo menos eu achei que não. Formei-me em Gestão de Marketing e entrei num Mestrado em Gestão do Território de que acabei por desistir porque realmente não me dizia nada, por muito que tentasse convencer-me do contrário. 

Foi quando estava a estagiar (numa revista) que a minha vida deu uma volta tão drástica quanto inesperada. Perdi a minha mãe. Tinha 23 anos e era (sou) a mais velha de 3 irmãos. 5 Anos depois vim a perder também o meu pai. Aos 25 anos tive o meu primeiro filho, fruto de um namoro que mantinha desde os 18, mas que não durou muito mais. Foi pouco depois disso que me apaixonei como nunca poderia prever, tive mais dois filhos e que, pelo meio, casei com o amor da minha vida. Neste reboliço todo, a minha família e em especial os meus filhos têm sido a minha maior alegria e a minha grande prioridade. A verdade é que uma carreira profissional coerente com a minha formação é uma ideia muito longínqua para mim, uma ambição que tive em tempos e que há muito deixou de fazer sentido.

A minha imaginação e criatividade nunca me abandonaram, estavam só à espera que eu estivesse pronta...

Foi só muito recentemente, no dia em que deixei o meu filho mais novo na creche pela primeira vez, que tive uma sensação de liberdade como não tinha há anos (fui mãe full time durante muito tempo, não tinha um emprego à minha espera, já não sentia a pressão das expectativas dos outros sobre o que eu iria fazer agora, eu própria não tinha projectos nem expectativas concretas em relação ao meu futuro profissional... e desta vez, isso não me causou ansiedade nenhuma...) e foi nesse dia que, sem tomar muita consciência, peguei num lápis e comecei a desenhar. Seguiram-se imediatamente uma série de incentivos. Uma amiga deu-me uns pincéis novos que eu não conhecia, com reservatório, para poder pintar a aguarela em qualquer lado... e o Luís, meu marido, comprou-me uma caixa de aguarelas maravilhosa.

 

Depressa percebi que era isto que eu queria fazer. Desenhar.. criar.. todos os dias. Até ser velhinha...

Mal comecei a mostrar os meus desenhos, que ao contrário do que esperava acabaram por ser uma grande surpresa até para amigos e família, comecei a receber mais pedidos de ilustrações personalizadas iguais às que andava a fazer dos meus filhos (são eles os modelos que tenho sempre à mão), do que as que conseguia gerir. E que bom que foi! É com uma grande satisfação e orgulho que tenho recebido todo o feedback e pedidos. Mas por outro lado, com esta redescoberta da minha paixão mais antiga, o meu entusiasmo para explorar todas camadas da minha criatividade e estudar algumas técnicas, independentemente até das minhas aptidões que no fundo mal conheço, é enorme. E é por isso que, nesta fase de exploração, não consigo aceitar mais do que alguns pedios de desenhos originais, apresentar-vos uma definição do meu trabalho e inspirações ou se quer prometer mais consistência/coerência daqui para a frente, mas gostava muito que me acompanhassem nesta minha aventura.

 

Sejam muito bem vindos! 

                        Mariana